domingo, 30 de março de 2014

LIVRO: Resenha - A Assinatura de Todas as Coisas - Elizabeth Gilbert - Ed. Alfaguara


Como o livro chegou em minhas mãos?
Após ler "Comer, Rezar e Amar" (Ed. Objetiva) fiquei ávida por ler mais dessa autora. Comprei  "Comprometida" (Ed. Objetiva), mas não sei porque deixei na estante e resolvi ler outro livro. Com mania de passear pelas livrarias e ficar namorando os livros, achei a capa da  "A Assinatura de Todas coisas", linda (não que eu vá muito pela capa, mas dessa vez me fisgou). Minha esposa percebeu meu interesse e resolveu - de surpresa - me dar de presente (ela sabe como me agradar! rs S2).

A sinopse que te ilude:
Ao pesquisar sobre o livro, encontramos a sinopse: "A assinatura de todas as coisas, narra a surpreendente história de uma mulher...". Aí você na ingenuidade pensa: Nossa! Deve ser super interessante! Não se engane, amiguinha! É uma armadilha! rs

Elizabeth Gilbert
Vamos à leitura!
Alma Whittaker nasceu na virada dos anos 1800, nos Estados Unidos, filha de Henry, um ambicioso botânico. Curiosa desde criança, e instruída com rigor pela mãe holandesa, Beatrix, ela, aos poucos, abraça a mesma devoção do pai e, sozinha, se dedica ao estudo das ciências naturais. (Isso está na sinopse)

Momento poético:
Em uma das mais cenas mais lindas do livro, Henry resolve promover um baile para homenagear Luca Pontesili, um astrônomo italiano. (Se o livro virar filme essa cena não pode faltar!)

A questão da beleza (a irmã adotiva):
"Polly tinha a mesma idade de Alma, mas era mais delicada, e sua beleza era espantosa"... Como pode-se imaginar, Alma não gostou muito da ideia e não recebeu a "intrusa" de coração aberto e pelo restante da história a relação das duas foi difícil. Com a presença de Prudence, Alma percebia o quanto era feia, pois por meio da terrível comparação, notava as grandes diferenças que havia entre elas.  Os pais não faziam questão de esconder isso dela, percebemos pelos apelidos: Prudence era "Nossa Pequena Adorável" e Alma era "Ameixa", rs  Eis que a Alma - concebendo o estereótipo da "é feia, mas pelo menos é inteligente" se dava super bem nas aulas."
Uma personagem importante, para enxergarmos melhor a relação das irmãs, é Retta Snow, a típica patricinha e cabeça de vento (porém gente boa) da época. Na vida é assim: nem sempre os laços de sangue se sobrepõem às amizades verdadeiras. 

O livro proibido (a sexualidade / sensualidade):
Alma torna-se adolescente, e as coisas começam a esquentar. Encontra - arrumando a biblioteca - "Cum Grano Salis" (Com um grão de sal), que conta aventuras eróticas do autor... Alma passa bons momentos com esse livro, que vai provocar sensações - ainda desconhecidas para ela.

Críticas Interessantes:

O machismo na Botânica:
Uma boa crítica do livro  é chamar a atenção de que Alma apesar de ter publicado vários artigos no periódico "Botânica Americana", não assinava como Alma Whittaker, e sim como A. Whittaker, pois - devido ao machismo - se declarar mulher não iria ajudar. :(

A causa abolicionista: 
Prudence, desde nova, havia se posicionado contra a escravidão (a cena que se passa em um jantar é imperdível!)enquanto Alma estava ocupada demais escrevendo livros sobre musgos para se preocupar com a causa.

Ambrose Pike (o amor):
Artista que desenhava orquídeas como ninguém. Ele chegou em maio de 1848 e conquistou o coração de Alma. (isso está na sinopse, não é spoiler) e iniciam uma intrincada e trágica relação. Alma vai até os confins da Terra para descobrir não apenas algo sobre ele (e sua valise misteriosa), mas sobre sua própria natureza.

Charles Darwin (éramos três):
Essa parte nos faz pensar o quanto adiamos nossos sonhos por nos criticar demais e acabamos perdendo oportunidades decisivas em nossas vidas. 


De onde vem o título do Livro?
No capítulo 15, Ambrose cita Jacob Boehme, sapateiro alemão do século XVI, que teve visões místicas sobre as plantas. Muitos o consideravam o pai da botânica, mas a mãe de Alma simplesmente enxergava superstições em suas afirmações. O velho sapateiro acreditava em algo que dava o nome de a assinatura de todas as coisas, Deus havia criado cada planta com uma propriedade (curativa). A folha de uma determinada árvore/fruto tem um formato de fígado, fazendo o chá dessa folha, conseguimos tratar quem passa mal de fígado e assim por diante. A natureza tinha a assinatura de Deus. 

Pontos Negativos:
Desgraça pouca é bobagem:
Lei de Murphy explica a vida da protagonista. Quando você pensa: agora vai! Acontece mais uma desgraça. 

Narrativa Arrastada:
Sem falar na parte dos musgos que é chata pra caralho! Só falando assim! Perdoem-me os botânicos, mas não tinha mais nada interessante pra estudar, não? pqp! 520 páginas poderiam ser reduzidas em 200.


O fim:
O final é poético, mas sinceramente esperava mais. A página de agradecimentos traz uma homenagem bonita às mulheres cientistas.
Henry é o personagem mais interessante do livro, se ele fosse o principal a história seria bem melhor.

A mensagem do livro:
"Não seja simplória(...). Não acredite em nem uma palavra que uma vadia ou um canalha disserem neste mundo. Vá ver com os próprios olhos!" 


Título Original: The signature of all things
Editora: Alfaguara
Número de Páginas: 520
Gênero: Romance 

A Assinatura de Todas as Coisas Skoob  

Elizabeth Gilbert Site

Onde Comprar? 
Quer comparar os preços? 

Para ver outras capas do livro clique AQUI

Curta: https://www.facebook.com/liquidificadorizando
Siga-nos! @Liqui_dorizando
Siga no Instagram: @liquidificadorizando
Acesse: http://alexandraperiard.blogspot.com.br/

2 comentários:

Indira Tonks disse...

Acredito que você foi muito educado em relação ao livro.

Eu ganhei ele de presente também de um amigo muito querido e pra ele esse livro foi muito importante, mas se eu for parar pra fazer uma resenha... senhor eu vou ferir os sentimentos dele por 10 gerações.

Eu achei o livre simplesmente um bela porcaria, as piores 500 páginas da minha vida, só terminei de ler pq eu não sou de deixar um livro pela metade.

Fiquei muito frustrada com a vida da Alma, "desgraça e bunda só prestam grandes" então...

Toca ai o/

http://umpequenoconto.blogspot.com.br/

Anônimo disse...

Temos que valorizar a pesquisa feita pela autora. As informações sobre botânica são interessantes e desconhecidas para a grande maioria das pessoas. Porém o livro é realmente muito arrastado e concordo que poderia ser reduzido a 200 páginas. Além disso, alguns personagens poderiam ser mais interessantes. Demorei muito para terminar de ler pois perdi a paciência para le-lo a partir da metade.