domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mamães...

"Há mães que não entendem que os filhos não são iguais, nem devem. Não cortam o cordão umbilical. Não alcançam à ideia de que a felicidade é pessoal. Aquilo que pode me deixar eufórico, por exemplo, é capaz de deprimir o outro. Pensam assim: "tudo que foi bom para mim será bom para o meu filho". Não respeitam diferenças de idade, carências, temperamentos diversos. Anulam a época, as mudanças de costumes, as conexões da linguagem.

Se a mãe estudava seis horas por dia, o filho também terá que seguir a mesma receita. Se ela namorou tarde, não custa o filho esperar mais tempo. Se trabalhou cedo, permanecer no quarto é vadiagem. Se a moda é secundária, o filho não depende de nenhum luxo, usará somente o básico. Se ela dorme cedo, nada de luz acesa de madrugada. Se não gosta de música, som alto é barulho. Se não viveu com pai, o filho tampouco necessita.

É óbvio que a casa explodirá em brigas, censuras e castigos. Não existe modo de convencer a criança a fazer do nosso jeito. Porque a ditadura vem da falta de escolha, uma simples mudança de costume surgirá como uma birra, uma afronta inaceitável. Dar o exemplo não é ser o exemplo."

Leia o texto na íntegra: O Sacrifício Filial

Um comentário:

.: Mrs. Dalloway :. disse...

é incrivel...poucas pessoas conseguem ver o real através do seio feminino da vida.

Beijos!