sexta-feira, 1 de maio de 2009

O intrevistável: Tom Zé.

"(...) E, quando você não tem a palavra para intermediar sentimento e o corpo, você fica com os nervos nus, expostos a uma espécie de febre... Bem, nós chamamos isso de emoção."

" Por que é que nós, os pobres, crescemos tanto? A que serve esse crescimento populacional? Crescemos porque o Primeiro Mundo precisa de uma mão-de-obra tão farta que ele possa pagar qualquer preço, já que não temos organizações, sindicatos, nada, ele pode pagar qualquer vintém e você vai lá dar sua morte para ele ter conforto. Que povo é esse? Esse povo não é gente, é andróide, uma subvida, uma sub-raça, Eu sei quem eles são porque sou um deles. Apenas comi um pouco mais do que eles. Muito bem, então somos andróides. Agora, têm uns defeitos de fabricação horrorosos, o defeito básico é pensar! Eu não sei como o Primeiro Mundo ainda permite que essas criaturas pensem. Porque é um perigo! De vez em quando aparecem uns como eu... "

"(...) estamos falidos de utopia e depauperados de filosofia."

"(...) nós vendemos nossos jornais nas bancas e as bancas de revistas são um açougue puro. Eu sou a imprensa, eu falo contra a prostituição e eu mesmo vendo a prostituição."

"(...) eu falo contra a pobreza e provoco a miséria."

"Nós, essa civilização ocidental, cujo bonde o Brasil tomou há somente quinhetos anos, estamos durando quando tempo? Nós somos o quê? Nós somos o resultado da primeira revolução industrial e a ética da Primeira Guerra Mundial, quando, se Bismarck e Maquiavel ficariam envergonhados. Até Maquiavel ficaria assustado."

"Quanto custa uma moça pra Playboy? Umas custam 900.000, como a Tiazinha, outras custam 200.000, outras custam um apartamento... todas são compráveis! Todas são prostituíveis! "

"(...) quem sabe então se, com os diabos, essa programação de rádio e de televisão que a gente vê é inventada e dita como popular ou é o povo que quer assim? "

"“Olha, o Alfred Nobel ficou rico por causa da dinamite e a dinamite serve pra matar metade do mundo, mas ele agora dá o Prêmio Nobel da Paz. Então precisa morrer muita gente pra poder ter dinheiro pra dar o Prêmio Nobel da Paz”. Isso é incrível, né?"


"(...) porque outra coisa eu vou dizer, eu não faço arte, eu faço jornalismo falado e cantado. "


Esses são trechos da entrevista que Tom Zé deu a revista Caros Amigos.

Para ler a entrevista toda click:
Entrevista Tom Zé

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