sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A tecnologia da individualidade

A tecnologia com sua ajuda-fantástica e possibilidades mil facinava-o.

O computador nunca foi desligado desde o dia que foi instalado. As pessoas tornaram-se menos interessantes, então parou de conversar com elas, prefiria teclar. A luz o incomodava e então decidiu fechar as cortinas. Como o vento não as deixava quietas, resolveu fechar as janelas. E desde então, não as abriu mais. Como o barulho da porta ao abrir o distraia e incomodava, trancou-a para não ser importunado. Escovar os dentes após a alimentação era demorado e por isso perca de tempo, jogou a escova de dentes fora. Alimentar-se era dispensioso e mais uma perca de tempo, preferia o jejum. Passaram-se meses.

Um barulho daqueles! Fez a porta ao cair no chão, precionada pelo guarda que recebera uma denúncia que havia um cheiro estranho vindo de uma casa toda fechada e escura. Com a cabeça em cima do teclado e nas mãos o celular e o ipod, foi encontrado um corpo em putrefação.

7 comentários:

Luciano disse...

Te devia uma visita... Mas não devo mais algumas palavras..
Atualizei meu blog.
Abraços.
Lucci..
PAPIROS DE ALEXANDRIA
http://papiros.zip.net

mariasamara disse...

E eu não duvido que a história seja real em algum lugar desse ciberespaço.

Dama de Cinzas disse...

É uma cena super possível de acontecer mesmo! Eu conheço algumas pessoas que podem ser encontradas assim...

Beijocas

disse...

a tecnologia me assusta. seu texto me tocou, de verdade. além disso, a tecnologia afasta cada vez as classes sociais, a difernça e o desrespiito estão cada vez maiores.

mil beijos

Mirla Salem disse...

nossa....que história!
...
bjusss

Adriano Queiroz disse...

Totalmente possível.
Não teve um chines que morreu jogando video-game? Acho que sim.
A virtualidade pode ser perigosa.

Abraços.

Ivich disse...

Tenhos uns colegas de classe que se enquadrariam nesse texto. Se eles pudesse...
Ainda bem que não podem!