sábado, 24 de novembro de 2007

POEMA DO ENCONTRO NÃO-MARCADO

Resta-nos a glória das lembranças
E também o suspiro dos sonhos,
Pois estive em visita aos nossos ambientes primeiros
Numa lembrança viva dos prazeres divididos.

Agora a continuação do sopro
É só uma horda imprevisível de coisas.
Esforço-me para esquecer quem fui,
Tentando entender o jogo emotivo das inutilidades.

Quem investirá sobre um novo encontro?
Alguém a criar uma máscara sedutora
Tentará deixar para trás suas desventuras
E desfilará um novo papel nesse palco hedônico.

Outro ser talvez ajude a fabricar novos vícios
Iluminando o caminho com requintes de farsa.
Então deverei ser forasteiro nesta mesma existência,
Descortinando o véu que oculta todas as minhas faces.

De teu desejoso corpo, agregarei novas formas.
Da tua imagem, uma nova visão.
E, depois do encantamento,
Lutarei contra a quase certa colisão de duas vidas,
Buscando a cura em terras que se esquecem da dor.

(Fabrício Brandão)


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