sexta-feira, 19 de outubro de 2007

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"É preciso aprender a ser cínico para se dar bem na vida?
Os que conduzem a vida pela raiz não fazem concessões...
A verdade é a sua única arma e vivem sem escaramuças ou subterfúgios.
Conceder é fazer o jogo da meia-verdade...
Este o nosso desafio cotidiano: ser radical.
"Pessoa limpa, pensa limpo" (Guimarães Rosa)

e assim pensam os radicais, os que vão até as raízes das coisas e que são tolerantes, reconhecem o direito à diferença, lutam por direitos democráticos, em que a diversidade e a pluralidade sejam o solo onde florescem afetos, sonhos, deuses, religiões, sociedades, homens e mulheres. Eles são generosos, fartos, comprometidos até as últimas consequências com seus irmãos e irmãs, companheiros e companheiras. Estes são os imprescindíveis nos seus compromissos históricos, porque não são só circunstanciais. Eles são fulminados pela certeza de que um dia desabrochará a flor que esperam "do impossível chão". Sabem que "o medo é a extrema ignorância em momento muito agudo"

(Guimarães Rosa).

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