terça-feira, 3 de julho de 2007

Programas Infantis ou Infantilóides?


Programas infantis ou infatilóides? Assistindo os programas na TV aberta surge essa questão que gostaria se discutir com vocês. É deprimente ver a inteligência das crianças reduzida e suas capacidade de raciocinar e criticar subjugadas pelo programas que são exibidos. Há programas interessantes como os da TV cultura, Como Castelo Ratibum (divertido e educativo) mas suas reprises sabe-se de cor, os atores já estão adultos! rs... É preciso inovar, criar algo de educativo mas que seja ao mesmo tempo divertido e atrativo. Missão difícil? Talvez... Mas não impossível! Infelizmente hoje só o que atrai é vídeo game, desenhos violentos, equipamentos eletrônicos, internet... Não afirmando que são coisas ruins mais em uso demasiado sim, creio que perde-se a identidade da criança, do brincar, aprender coisas bacanas.

Abaixo uma entrevista de Roberto Gómez Bolaños (Criador do Chaves) vale a pena ler e refletir.

"Chaves é uma criança com fome"

Graças ao personagem Chaves, de enorme apelo entre as crianças, o mexicano Roberto Gómez Bolaños, de 70 anos, ficou conhecido em 120 países. No Brasil, o programa Chaves passa há dezesseis anos no SBT e é até hoje a maior audiência das tardes da emissora, com a média de 11 pontos no Ibope. O canal de Silvio Santos acaba de comprar um pacote com programas inéditos de Bolaños, que serão exibidos no ano que vem com o nome de Clube do Chaves. No México, o humorista está aposentado da televisão há cinco anos. Hoje, roda o país fazendo um espetáculo humorístico de teatro em que aparece sem fantasia. "Não tenho mais a mesma desenvoltura e agilidade do passado", diz. Na Cidade do México, Bolaños vive em uma confortável casa de 300 metros quadrados, onde mora com a esposa, Florinda Meza (a dona Florinda de Chaves), ex-mulher de Carlos Villagrán, o rechonchudo Kiko do programa. É curioso que três personagens de uma atração infantil tenham sido vértices de um triângulo amoroso. Bolaños recebeu VEJA na semana retrasada, momentos depois do terremoto que sacudiu o México:

Veja De onde surgiu a inspiração para o personagem Chaves?

Bolaños Foi só olhar em volta. Existem várias favelas na América Latina, as diferenças sociais são muito grandes. O Chaves é uma criança que não cresce porque não come. O personagem faz sucesso em qualquer lugar do planeta onde haja fome.

Veja O senhor tem doze netos. Quantas horas por dia uma criança deve passar na frente da televisão?

Bolaños Acho que as crianças assistem a mais televisão do que deveriam. Mas essa é uma questão complicada. Em países como o México e imagino que no Brasil seja assim também a televisão é a grande babá da garotada.

Veja Sendo assim, os programas infantis não deveriam ter maior conteúdo educativo?

Bolaños Isso deveria estar a cargo das emissoras governamentais. Quem tem o objetivo de divertir não tem a obrigação de educar. Não é função do Chaves ensinar qual é a capital da França.

Veja Que cuidados deve ter um humorista cujo público é composto basicamente de crianças?

Bolaños Sempre evitei fazer piadas com raças, religiões, opções sexuais e mulheres. Aliás, nos meus programas as meninas sempre são mais inteligentes. No Chaves, era a Chiquinha quem sempre arquitetava os planos mirabolantes.

Veja Existe uma nova safra de comediantes no México que apela para o humor chulo. Como o senhor vê isso?

Bolaños Não me agrada nem um pouco. Mas acho que essa fase é passageira. Quando sobram piadas chulas, é porque falta talento. E gente sem talento tende a sumir rápido.


Trecho da Entrevista com Ruben Aguirre (Professor Girafales)

“(...) Desde menino, Ruben sempre sonhou em ser toureiro (“e se nacesse de novo eu seria”, afirma). Aguirre, com um metro e noventa e cinco de estatura, era um executivo da Rede Televisa quando Chespirito lhe ofereceu a oportunidade de virar ator. Ruben conta que aceitou o risco de deixar um trabalho bem remunerado por uma aventura que não sabia como iria terminar. E nunca se arrependeu...

O programa tentava passar alguma mensagem ou educação?
Não. Nós todos somos atores e consideramos que para passar mensagem é necessária uma preparação especial. Para isso existem os mestres, os psicólogos, os sacerdotes... Eu trato de fazer divertir apenas, o que não é pouco, cuidamos sempre de nunca dizer uma má palavra nem dar um mau exemplo. Nunca faria nada que não quisesse que meus filhos e netos, por exemplo, vissem ou ouvissem.

A TV mexicana atual apela a qualquer recurso para obter audiência?
Em todo o mundo. Os norte-americanos imperaram com o talk show. O objetivo é explorar a morbidez das pessoas e muitos dos casos que se vêem são pagos. Exibem as piores misérias humanas, porque com isso ganham IBOPE.”

Realmente tudo é válido para conseguir audiência? O que fazer para criar e manter no ar programas infantis de qualidade?


Confira na íntegra as entrevistas no site: http://www.geocities.com/chapolinbrasil/chapolim.htm


deBata no Liquidificador! http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=29817258

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Um comentário:

AlexandraPeriard disse...

Batendo no Liquidificador idéias, pensamentos...

Eu quero assistir Simpsons!